A mensagem da Copa do Mundo no Brasil

Legado Político, Conhecimento e Esportivo

12/09/2014
A Copa poderia estimular as pessoas à prática esportiva, com a organização de eventos amadores.

Muito se fala sobre Copa do Mundo, tendo de um lado, os jornalistas preocupados com apenas com o espetáculo e, de outro, aqueles preocupados com o desenvolvimento da sociedade. O primeiro grupo observa o esporte, neste caso o futebol, como um mundo à parte, em que é comum falar de milhões e, em particular, das transações (de atletas, estádios, mídia e outros universos de um jornalismo às avessas). Neste grupo, o faz de conta domina a notícia, sendo este um espaço de promoção e não da busca pela verdade. Uma fantasia cheia de interesses, onde heróis e vilões são reverenciados ao final de cada evento. Já o segundo grupo vincula o esporte à cidadania e ao interesse público, estando preocupado com a valorização e defesa da pessoa, seus direitos e lugares cotidianos. As pautas são determinadas pela conquista de espaços fundamentados pelo saber, representado neste âmbito pelo esporte enquanto sinônimo de cultura, educação, saúde, lazer, turismo e o bem-estar em geral.

Onde fica a Copa do Mundo nesse duelo? No caso do Brasil, uns a criticam pelo excesso de gastos públicos, objeto principal das manifestações populares, e também pela possibilidade desses locais se tornarem "elefantes brancos". O legado do evento é quase nulo, já que seus espaços, como as arenas, são e serão usufruídos, em muitos casos, apenas pela iniciativa privada, no caso os clubes de futebol. Neste contexto, poucos lugares estão reservados para as práticas esportivas públicas, como o entorno das arenas, que poderia ser utilizado para a prática do atletismo, os vestiários e os estacionamentos para atividades menores, como o tênis de mesa e as lutas, ou mesmo as arquibancadas, a serem projetadas para receber eventos relacionados ao esporte, como cursos ou mesmo competições, e assim por diante.


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