Atitudes omissas que precisam mudar

Gerais

13/02/2014
Ricardo Teixeira na sede da FIFA, na Suíça.

O ex-treinador da Seleção Brasileira de Futebol, gaúcho Mano Menezes, se esquiva de perguntas sobre saída do então presidente Ricardo Teixeira depois da confirmação das acusações de desvio de dinheiro na Suiça. Questionado sobre possível renúncia da CBF e do COL, técnico afirmou que "mesmo se tivesse a informação, não diria".

O técnico concedeu entrevista coletiva no Rio de Janeiro, e além dos temas relacionados aos jogadores em amistoso na Suíça , foi questionado a respeito dos rumores que tomaram conta dos bastidores da CBF e entidades relacionadas à organização da Copa do Mundo de 2014. O treinador se esquivou das perguntas sobre uma possível saída de Ricardo Teixeira da confederação e também do COL (Comitê Organizador Local). Mano afirmou que não analisa hipóteses e que, mesmo se soubesse algo a respeito dos boatos de renúncia iminente de Teixeira, não falaria a respeito.

"Não tenho nenhuma informação, e se tivesse não diria. É uma questão que não cabe a mim. Não analiso hipóteses. São coisas muito importantes para que o técnico da seleção tenha de emitir opinião. Tenho muitos assuntos para opinar, vou me prender a eles somente", disse.

Já Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, mostrou-se arredio na coletiva de Mano Menezes, evitando estender a resenha com os jornalistas, como acontece habitualmente em dias de convocação da seleção brasileira. Apesar de evitar o assunto, ele acabou respondendo: "Estou em contato direto e nada disso foi falado. Inclusive, ele não tem problema de saúde, como chegaram a dizer por aí", limitou-se a dizer o homem de confiança do mandatário da confederação.

As notícias sobre uma possível saída de Teixeira do comando da CBF e do COL começaram e ele daria lugar ao vice-presidente mais antigo da CBF, José Maria Marín, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). As informações, até aquele momento, não tinham sido confirmadas por qualquer fonte oficial. Indagado informalmente sobre a renúncia, um membro da entidade brincou: "Você acredita em Papai Noel?