Um ano depois, qual o saldo dos protestos de junho de 2013?

Gerais

13/06/2014
Escritor avalia que manifestações simbolizaram "emergência de uma impressionante força política"

O protesto em São Paulo transcorria em silêncio até que, ao se ver refletida na fachada de um prédio na Avenida Brigadeiro Faria Lima, a multidão passou a gritar festivamente.

 

"A massa olhou-se no espelho e viu-se desperta, viu seus músculos plenamente desatrofiados, revigorou-se com sua própria vaidade", lembra o escritor paulistano Julián Fuks no texto As vozes das ruas dizem tudo e nada, sobre os atos que chacoalharam o Brasil em junho de 2013.

 

Um ano depois, qual foi o saldo daquele movimento? Ao descobrir sua força, ao "revigorar-se", o povo que foi às ruas conseguiu fazer alguma diferença no cenário sociopolítico nacional? Ou tratou-se de um surto de narcisismo coletivo sem maior repercussão para a história do país?

 

"A novidade que trouxeram as jornadas de junho, e esse me parece seu maior saldo particular, foi a emergência de uma impressionante força política potencial", escreve Fuks.

 

Para Marco Aurélio Nogueira, professor de ciência política da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e autor de As ruas e a democracia, junho de 2013 "introduziu as manifestações na corrente sanguínea da sociedade".

 

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