Novas arenas elevam público médio do Brasileirão em 29%

Legado Esportivo e Econômico

18/09/2014
A taxa de ocupação nos estádios antigos foi de 34%, contra 42% nas novas arenas.

O número de partidas disputadas nas novas arenas do Futebol Nacional, pela 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro de 2013 e 2014, se aproxima de 200. E a Pluri Consultoria acaba de divulgar um estudo sobre suas taxas de ocupação e renda.

 

As edições 2013 e 2014 tiveram público total de 8,85 milhões de pagantes nos estádios, uma média de 15.122 por partida, com taxa de ocupação de 39%. A edição 2014 apresenta até aqui um público médio 3,3% superior a 2013. A Renda bruta total em 2013 e 2014 foi de R$ 280,6 milhões, equivalente a R$ 480 mil por partida, e ticket médio de R$ 32 por torcedor. Em 2014 a renda média e o ticket médio são, respectivamente, 9,3% e 5,9% superiores ao ano anterior.

 

Ao avaliar os resultados de público e renda por tipo de Arena no Brasileirão série A de 2013 e 2014, fica evidente a diferença entre as novas e as antigas arenas. As arenas antigas abrigaram 390 partidas no período, com média de 11,7 mil torcedores por partida, contra 22 mil nas novas arenas, que sediaram 195 jogos.

 

A taxa de ocupação nos estádios antigos foi de 34%, contra 42% nas novas arenas. A renda bruta média nas arenas antigas foi de R$ 262 mil por partida, contra R$ 915 mil nas novas arenas. Por último, o ticket médio foi de R$ 22 nos estádios antigos, contra R$ 42, nas novas arenas.

 

Os resultados da comparação mostram que os jogos disputados nas novas arenas apresentam público médio 88% superior  ao verificado nos jogos nos antigos estádios (22 mil x 11,7 mil). Além disso, a taxa de ocupação é 22% maior (42% x 34%), o ticket médio por torcedor é 85% superior (R$ 42 x R$ 22) e a renda bruta média por jogo é 249% maior do que ocorre nas antigas arenas (R$ 915 mil x 262 mil).

 

Claro que devemos considerar quais clubes mandam os jogos nessas novas arenas. Naturalmente, os de maiores torcidas tem maior capacidade de enchê-las. De qualquer forma, não dá para ignorar o quão atrativo é para os torcedores estar com seus clubes em seus novos domínios. Isso, quando, é claro, o valor do ingresso sobe sem atingir patamares impossíveis à população. Aumentar a renda é estratégia válida. Transformar as arenas em espaços quase que exclusivos à classe A não.

 

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