Copa trouxe investimentos para Natal, mas aplicação do dinheiro é questionada

Legado Social e Econômico

05/08/2014
Membros do Comitê Popular da Copa lutaram durante 3 anos para evitar desapropriações

"É a mesma coisa que rasgar o Estatuto da Cidade e o Plano Diretor", comenta a professora universitária e advogada pública, Marise Costa, sobre o dinheiro aplicado na capital potiguar para as obras de mobilidade. De acordo com Marise – que além de integrar o Comitê Popular da Copa 2014 de Natal é procuradora do município – as obras estão desconectadas com as necessidades da cidade e apenas o eixo aeroporto-arena-hotéis será privilegiado, com o objetivo único de viabilizar o evento, e "o restante da cidade ficou ignorado", completa a advogada. "Não houve planejamento, discussão e razoabilidade no uso desses recursos".

 

O Estatuto da Cidade - sancionado em 2001 - regulamenta o capítulo "Política Urbana" da Constituição Federal sobre o uso da área urbana em prol do equilíbrio ambiental e do interesse coletivo. Na esteira do Estatuto, em 2007, foi aprovado o Plano Diretor da Cidade do Natal, que prevê, entre outras coisas, a garantia do uso socialmente justo e ecologicamente equilibrado do território.

 

A representante do Comitê Popular da Copa em Natal, Rosa Pinheiro de Oliveira, complementa que só ampliar a malha viária não é a melhor alternativa: "As obras de uma forma geral são necessárias, mas vai ser uma melhoria com um curto prazo de validade se não forem tomadas outras medidas, como melhorar a qualidade do transporte público. A quantidade de carros só vai aumentar e sempre vai se exigir uma ampliação de malha", argumenta.


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